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domingo, 16 de março de 2014

POESIAS EM LINHA A NADA

ANTES
Apenas em um momento distante
nunca sequer presente ao reles bastante
infiel incógnita rascante
indiferente ao desprezo oscilante
Mas sim! ansiador da resposta pedante
que seja o fracasso opção predominante!
ao rastejar em dúvida vagante...
a mesma incerteza que me faz errante
mediante ao tormento constante
eis que não me esclarece o viajante...
Apenas posso me arremeter aos tempos distantes!
Ao momento em que tudo era como antes.
J.Mendes



MUNDANA
 Mornos beijos em noites frescas de verão,
estrelas iluminando como a ilustre platéia o amor em ação,
noites enluaradas em mente nublada
anseios perdidos no tempo
da ausência do sentimento.

Pois que morna vaga mente insana
nas mãos castas ao descobrirem a mundana.

Mundana, vagante e mais que sonhos
em mente estranha alimenta insana, vaga e sagaz
a paixão que te devora as entranhas.
J.Mendes


                                                                                         
                             
                                                             SELVAGEM
Guarde sempre contigo
a mira de meu olhar amigo
nas tentativas torpes de angústia 
viver tamanha alegria,
encontrei a quase tudo,
menos algo haver comigo e contigo

Lembranças traiçoeiras de beijos nunca pedidos
mesmo diante dos desejos
declarados e assumidos

nunca antes oferecidos a outrem
de forma tão nua, crua e selvagem
sem pedir uma amanhã sequer um ontem!

Apenas carícias e olhares mornos
Mas a contento apenas em sua vida, 
doce e amarga passagem.
J.Mendes



LIMITES
Foi naquela noite em que a brisa  em foco nos dizeres suspensos,
dois lábios no silêncio necessário deslizaram e nem mesmo o que
antes parecia torto impediram aqueles corpos tensos

ambos em uma única matéria
sussurravam palavras arrastadas
em um suavizar tendo em sintonia a ideia
de que naquele momento sua almas foram juntadas

Ainda posso me lembras de cada beijo
a cada piscar de olhos posso ver até que ponto
cedemos ao desejo.

Lembrar é pouco para descrever a nossa ausência de limites...

Basta lembrar dos limites para acordar minha ilimitada mente
ao que tudo descrito, em fato desmente.
J.Mendes



PERMITIDO
Apenas um tempo é permitido em pensar nos olhos que não se cruzaram,
nas palavras ao invés de trocadas,
atropeladas no amor que nunca foi provado,
no suor que seu dorso nu não me acolhera
e no momento em que tudo não fora mágico e único.

Nos cigarros que não fumamos enquanto riamos da fumaça que subia
tão serpenteadoras como nossas mãos não livres

nos bons momentos seguidos em que o riso não se tornaram novos e suaves gemidos,
tão suaves quanto o sentimento envolvendo a razão e relampejando o corpo em pecado perdoado.

O tempo findara, não mais é permito pensar no que não acontecera e sequer se seria
pior ou melhor, se seria único e furtivo ou infinito.
J.Mendes



AMADA
Que faço agora?
Mediante ao seu olhar...
Tanto ansiei em tamanha demora,
o momento em que iria me procurar!

Os dias se tornaram meses
em uma sequência imaginária de anos
em um momento que falasse dos seus interesses
mesmo que seus desinteresse ao menos confessado, não traria os danos.

Eu saberia seguir contando o tempo exato
com a certeza de uma coração
em paixão à ti nato,
ao caminho de meu celibato.

Tirando por mim esta conclusão nunca antes desmascaradas
como tomada por rejeição a única exatidão.
Minhas palavras nuas não chegam as tuas muradas.

Mediante a revolta da alma tombada
fiz de escudo ao muro o ódio, minha armada.
Refiz o caminho de volta em alma lavada.

Agora? Não me contamine a sanidade ao me nomear sua amanda
J.Mendes



PRESENTE
O tempo me falou de você e eu.
Não disse muito, mas por ora, disse o suficiente.
O tempo afirma que não há desprezo presente.
Contudo, a harmonia está muito longe de estar entre a gente.
J.Mendes



CONTENTAMENTO
Palavras trocadas, ferida mexida
em face mascarada de ódio
alma em sua rastejante vida
encontra refúgio no que sente óbvio.

Instintos procurando cabimento
em que as fugas rasteja ardilosa ao próprio sepultamento,
pois ora que a vida oferece como a possibilidade de sorrir
em contentamento!
O almejar em mente vagueada, o erro como chave de saída ao tormento?
J.Mendes



BORBOLETAS
Linda é a borboleta!
Voa, alegra e encanta.
Mas que temida és a lagarta em sua faceta!
Rasteja solitária, quando não esmagada e a todos espanta.

Atente para o momento da transformação.
A lagarta desprezada, cumprindo seu destino de fecha em casulo
Quando livre tornando-se alvo de tanta paixão!
Ora, atente também para este sentimento chulo.

Borboletas são alvos merecidos de amor
ignorando a paixão por si sentimento torpe e ilusório
Verás que rastejante ou voadora para atento cuidador.
Este sim, alado da mutação eis além de admirador, o dono do amor meritório

Para que se merece a graça das borboletas,
antes, precisam entender,
aceitar e acompanhar suas instintivas e necessárias facetas.
J.Mendes



GENTE
Não me lembro de ter conseguido ir em frente.
Sequer recordo disto ter fugido de minha mente.
A atitude de me manter presa ao chão era forte, opressiva, temporária e permanente.
Mesmo quando me vi apenas existente
Não contive o desejo de ser vivente.

Como um ser ausente... Presente...
Desses que vivem, são amados e considerados como gente.

Chamei, gritei, ataquei, chorei e com alma dormente
e a garganta arranhada e face queimada por lágrimas fervente,
em uma teimosia de margem encarniçada alheia mente,
tento, agarro-me, caio, 
levanto, bambeio e choro não debilmente

Com uma esperança de um pós apocalíptico sobrevivente,
visto os trapos o qual me cederam piamente.

Destes faço a jornada a uma vestimenta interna e externar de "gente"
Sou aquilo que Deus fez primeiramente antes mesmo do que o mal que me assola
a mente.
J.Mendes




INVISÍVEL
Cansada de não ser ouvida.
Vista, torpe. analisada e nunca interpretada
Cansada de ser admirada,
e também fatiada, etiquetada e descartada.

Cansada de correr por campos
nadar em rios e sentir o vento da beleza exata
somente pela minha mente em relâmpagos
de um corpo em stigmata.

Ah, mente!... Mente! Porquê me mente?
Onde estas a razão amiga de jornada?
Ainda insiste em me dizer que  esta se faz presente?
Quando minha mente ao renega-la fora em si estraçalhada!

Não desejo tu, queixumes
Não anseio por ficar
Não quero mais contradizer os que do meu suor sentem o necro chorume
da minha insanidade purulenta a infeccionar.
J.Mendes



VÍCIO
Vício
Vício em paixão instalada, indesejada, entranhada.
Encarnada e necessitada.
Materializar o corpo,
condenar a alma e com
um sorriso vicioso dos 
amantes viciados e enlouquecidos
pelos toques ardentes de que queimaram seus
pensamentos ao que chamaram de nada mais que diabo agora o que antes fora 
sentimento e coração....
mão...
coração...
pressão...
paixão...
Tentação...
Viver...
Sofrer...
Morrer...
E em um ciclo vicioso reviver!
Vício.
Ciclo.
J.Mendes

                                 



ALMAS
Já ouvi dizer que os olhos são as janelas da alma.
Acredito.
Acredito também que,
quando estas almas se reconhecem pelos seus olhares, elas encontram suas próprias almas,
quando estas se encantam com seus sorrisos, suas almas se reconhecem em face marcada, e a partir disto serão sempre almas reencontradas, amigas e juntas.
Mesmo de perto não querendo,
mesmo que de longe almejando,
almas amigas sempre estarão juntas.
Acredito ainda que o verdadeiro amor está  em nossas almas e estas podem ser algo muito além do que usamos como vestes.
O verdadeiro amor de Deus é eterno em nossas almas.
E ainda acredito que mesmo que nossas almas sequer existissem.
Ainda sim.
O amor nunca acabará.
Nisso, eu acredito alienadamente.
J.Mendes



RÓTULOS
Quando em tenra idade
suficiente para que eu mal soubesse minha identidade,
disseram que me habitava a pura maldade
Como criança mal mandada, ainda sim acreditei ser verdade.

Crescendo as voltas de tamanha atrocidade
observei cada dedo que me apostava iniquidade
senti com a sabedoria do tempo, não minha, a piedade,
no entanto à alguns cedi em forma de desprezo minha maldade em silenciosa vaidade

Cedi em meu escudo de defesa a dispor-me de minha própria lealdade.
leais e desatualizadas análises em imatura mentalidade.
ainda sim captei nas afirmações apontadas de suas certezas nada mais que falsidade.

Fugi do ciclo inquisitório da inexistente irmandade,
sozinha, assim sendo, mas difícil se tornou minha realidade.
Hoje vejo tais comentários e dono destes com significativa banalidade.

No entanto, ainda sim me pergunto: Boa, má?
Do que me importa se meu coração desconhece minha sanidade?
J.Mendes



VERME
O homem que consegue ver a beleza de uma mulher quando esta é chacota dos demais; é um homem que mais que ultrapassou o estágio da criação divina de ser um "verme", tais quais estes ocupam papel sórdido aos olhos humanos que ignoram seus adjetivos positivos.
Um homem que consegue ver uma mulher bela, mesmo quando esta de forma verbal ou visual lhe maltrata...
·... Um homem que ainda tenta racionar suas emoções com sentimentos que julgas letal. Homem sem razão não existe igual.

Longe de ser um verme! Eis exemplo da vida em moral e razão,

Mais ainda sim me pergunto aonde vais sem, seja este de quem for,

o teu coração?
J.Mendes




QUAL A PARTE QUE NÃO ENTENDERA QUE AMO-TE?!
Que me seja provida a arte de dizer que amo!
Que me seja de direito da liberdade de expressão!
Desde quando amar é proibido?
Me aquieto, me consolo... Queres ainda que me cale?
Como,ser amado?!
Como espera que eu apague da memória insana e imaginários
os beijos que nunca me dera?
O que espera de uma simples mortal sedenta de teus beijos...?
Apenas os teus!
Outros não seriam senão mero ricochetar em meio aos teus padrões.
Imperfeita e mundana...
Sou do mundo!
Mas me diga onde meu amor não é real?!
Porque me joga em um calabouço de bruxas?
Oh! Sentimental, porém cego pelo razão, homem:
Não vê que meu amor por ti és a unica coisa que nutro de puro?
Minha loucura se deve a sua ausência
mas uma unica noite ao seu lado....
Seja qual fosse o desfecho
É TUDO QUE PRECISAMOS!
Já pecaste com os erros da vida humana...
Porque não arriscar o que pode não ser pecado ou ser...
Com quem te ama!
Podes partir...
podes ficar...
És da minha sina tudo aceitar.
Mas leal ainda a mim, rejeito o silêncio e a chacota que este faz de meu sentir.
J.Mendes



QUANTO?
Quanto em negativas surdas pensas que suporta o coração de um ser irracional?
Quanto achas que as negativas e a conformidade de um fim fiel é de 
combustível para uma alma sedenta?
Quanto calculas que seres sofrem?
Quanto imaginaria nas horas a em que vagueasse o olhos cansados do interesse 
pelas moscas e se voltaria a pensar em: Meus quantos?
Quantas coisas fariam o sofrimento em um momento de descobrimento
e transformação em amor?
Quantas foram as graduações que te puseram dentre de um coração tão
esfarrapado para que assim o chamasse de insano.
Quanto sabes dos loucos?
Quanto sabe do amor puro e da pureza destes que ao ceder e receber é 
de igual evolução?
Quanto ainda não sabe que o maior passo para o crescimento é o amor,
Quanto sabes do amor para julgar o verdadeiro?
Quanto seriam as parcelas em que gostaria de receber esse amor único,
lançado e rebatido por motivos incógnitos.
Ao menos fosse um rebate que o arrebentasse e assim  eu saberia e o refizesse, mas
até quanto este sopro de: "vais e eu te queria talvez... Não!" irá durar?
Acha mesmo que uma sedenta arca com tamanha rocha?
Quanto sabes que desejo que se dane a humilhação que em nada servira para mostrar
a pureza do amor que tu magoou para não magoar o mundo e assim se permitiu.
E a explicação que se quer é negada aos criminosos, incriminando-me os sentimentos
apenas se nega a ordenar: vai-te e não voltes mais!!!
Quanto tempo acha que um tolo segura uma platéia por mais sedenta que esta o seja?
Quanto ainda não sabes que quando se diz a verdade não se existe humilhação ou erro?
Quanto ainda pensas que o amor louco que cansou da vida não cansaria de ti?
Quanto achou que eu não chegaria  em sana mente?
Imaginas o quanto estou longe de ti?
E pensaste no quanto em falta em poderia lhe representar?
Talvez o quanto isso nos agrade mutuamente?
Quanto de verdade você pode falar somente de si daqui pra frente?
De mim, não mais bastante o quanto daqui em diante.
J.Mendes






TRAIÇOEIROS
Foi algo não planejado,
em um segundo era o momento
que visceralmente não desejamos.
Não por si ruim, mas por tamanho era que 
ser letal era algo quase que insanamente almejando.
O silêncio fora grande, e sem que o tempo fosse
respeitado, passos sustentando vestes tornaram-se
torturantes e prazerosos em sua lentidão.
Além da imaginação que em nada prometia comprometimento
de fidelidade; tais passos se tornaram corpos
nus em unica horizontal tão simétrica quando
as batidas dos corações que intercalavam amigos e
entrelaçados entre e através
de seus peitos nus e suados.
Beijos tão molhados quanto os lençóis que se tornaram
vestes entre um lançada ou outra destes seres naquele momento, único, ainda sim
sigilosa e harmoniosa satisfação sublime de corpos encharcados de paixão.
Os mesmo lençóis traiçoeiros que encontramos
pela manha depois de sonhos.
Apenas traiçoeiros sonhos suados.
J.Mendes 



BATOM
É carmim, ele não irá sair de seu pescoço.
Transpassei todas a essência de meus beijos
berrantes que tal cor compete.
Não tire! São marcas de meus desejos,
incertos, descomprometidos.. Mas que em
alguma hora foram
 teus.
Não apague meus beijos
em chama tirando de seu pescoço a 
marca do que me fora motivo de lhe
oferecer muito além do que o mesmo agora manchado 
por meu carmim. E se ainda sim tirar de
teu corpo meu vermelho,
meus lábios dois quais lhe cederam a cor,
desbotados e renegados, ainda marcado em um rosado por beijos de seu antes amor,
estes lhes condenariam.
J.Mendes




SEI
Não sei o que escrever
sequer o que pensar!
Jamais conseguirei dizer
o que tanto recuou em escutar!

Eram palavras brandas,
longe do que hoje não passas de rocha de antes calor,
do mesmo foram em demandas,
transformadas até mesmo em mim tais palavras, antes de amor

Eu não sei ao certo o que eram, rumos ou discernimentos,
mas apenas em enganada sintonia,
acreditei que podia lhe falar destes, longe do mal, meus sentimentos.
Creio se perderam em triste tormento de nostalgia.

Eu não sei ao certo o que sentir!
Imagine tanto sentir só que faz o mesmo se perder?
E como medir?
Para franqueza minha, não sei mais o que houve, há ou é.
Mas sei do que não quero.
Não quero saber que houve um tempo que meu coração soubera de ti.
J.Mendes



IRRACIONAL
Impossível é passar a vida sem tentar tornar nossos sentimentos mais puros e loucos reais.
Impossível é achar que iremos passar a vida sem conseguir o que mais amamos por que uma das pessoas que muito amamos não nos entendeu quando mais precisamos.
Impossível é acreditar que todas as outras pessoas são más.
Impossível é desistirmos de tentar o que vale quando a chance de acerto é menor que um!
Impossível é passar o resto da vida achando como seria possível algo que não foi ou nunca será, ou que seja impossível de valer!
Impossível é negar que em cada louco há a ignorância e por trás de toda esta, certa pureza, se o amor é bom, coitado do louco ao amar!
Impossível achar que um ser não especial mereça o amor de um louco irracionalmente sentimental.
Impossível negar que os loucos sabem amar, talvez não saiba expressar, mais ainda sim conseguem entender o que é impossível para sua paz através do que sentem e seguir em frente.

Impossível racionalidade presente.
J.Mendes




BILHETE
A cada manhã não acordo,
desperto dos teus braços.
A cada vez que adormeço
é apenas um fechar de olhos dos nossos lençóis amassados.

Eu não sonho com você,
faço ensaios em aprendiz de amante,
entrelaçada em seu dorso até o amanhecer,
te distraio das horas mesmo com a noite já vacilante.

Ficamos ligados e sintonizados
carne e mente.
Muito ocupados e sincronizados.
O tempo se torna apenas aquele presente.

Seguindo de presente que se repetem,
presentes que cansados e amando adormecem.

Acordo e olho a cama vazia,
mas teu cheiro me isenta a agonia,
sem ignorar seus mimos em meus pertences antes de sair, vou ligeira!
Eu necessito daquele bilhete na geladeira!
Nele você não esconde sua ansiedade para que passe o dia,
e amo a forma como deixa a entender:
 " Louco para te beijar inteira!"
J.Mendes



IMPARCIAL
Não há um motivo para continuar,
nenhum pombo correio, telefones tocando ou E-mail no abrir e fechar.
A realidade é imparcial.
Os sonhos são fortes, porém, tratados de forma tão glacial... !

Entendem que o amor é mais que viver,
o amor talvez seja o sentir da alma, o teor,
independente da proximidade acontecer.

Mas não creia que a poesia venha!
Ela fecha suas asas perante a razão.
De tão racional cansa com sua desdenha,
até mesmo o mais apaixonado coração.

Temos o hábito de pela vida nos deixar enlouquecer,
buscamos a razão como para tudo a cura.
Talvez quando mais longe do sentir, mas perto o perecer
e viver em total racionalidade pode ser uma grande loucura.
J.Mendes





MIL VEZES
Vou esperar o momento certo.
Juntarei cada parte dessa situação que dizem e à mim não vista como humilhante,
cada golpe concreto.

Vou fugir de minha súplica poética e aspirante.
Seguirei a ansiar o momento em quem sinta a irracional atitude 
de me julgar por amor vagante.

De onde eu estiver, ficarei,
e lá chegará você para que eu o faça meu amante.

Serei racional,
contudo, dentro disso sentirei o limite do que sou!
Meus limites apenas assimilam o passional!
Em seguida, se for de destino, vai-te, como quem nunca me tocou!
Quem soube esperar por um amor por, mesmo que por um dia, aprende a ser racional.

Mil vezes o teu toque.
Do que uma vida sem conhecê-lo por um momento que se pode.
J.Mendes





CARA
Qual é cara?! Não rola!
Acha mesmo que essa estória de minhas mãos longes
de suas partes erógenas cola?

Acha mesmo que não sei sobre sua rejeição em mérito de herói?
Vai buscar as necessidades que você  procura em mim nos braços de
outra. E não achar... Dói?

Não me procure, sei que isso tira sua paz.
Mas se quiser se ausentar dela,
colando meu corpo no teu de forma sagaz,
tirarás de ti o pensa sequela.

Podia ser alguma outra bifurcação.
por que eu não.
Saberei se for em reta decidida,
e sei acomodar em meu coração quem fica.
J.Mendes



PODER
"Não é uma questão de poder,
é uma resposta de ser!
Você é meu e pronto!
Simples fato e não um conto."
J.Mendes




NOTÍCIA
E assim transcorrem meus dias...
Como qualquer outro que possa ser sentido
antes de analisado.
Ops! Eu sinto!
Ah! Como sinto pelas tristezas além das minhas,
estas somam acumulo as mesmas.
Minhas dores se tornam apenas meros
pesares fúteis mediante a tantos.
Logo vejo que sou humana, e além
de ser compreendida necessito fazê-lo!
Vejo:
Temos problemas, vivemos em um
mundo igual perante a isso.
Abro meu jornal virtual e logo o fecho 
mediante minha incapacidade.
Ainda sim penso:
A vida é para todos...
Pensam em tudo e todos, com sentimento?
Será que alguém pensaria em mim?
Teria que eu que virar um impresso
ruim para saberem que sou o que sou?
J.Mendes
Pintura: Michel Pras
http://www.michelpras.book.fr/



PARA FRENTE
Quando não houver mais nada o que fazer e muito o que sentir,

apenas dance! Bem... Mal... Não interessa! Apenas sinta e deixe a emoção acontecer através dos seus movimentos, basta fechar os olhos, acreditar no que sente e se mexer!
Dance para os problemas.
Dance para os seus afetos,
e principalmente para os desafetos!

Dance para aqueles que acolheram seu amor,
e dance sobretudo para os que o rejeitaram, pois
com tamanha perca estes merecem um espetáculo
para compensarem suas vidas sem você!

Dance para os que te disseram sim, mas
sobretudo para os que te disseram não, pois é 
por eles que descobrimos a forma de coreografar
nossa dor.

Dance para a rejeição que talvez só estejam reprimidas
pelo seu coração.
Dance em mente, dance com o corpo... Contudo dance!
Dance para o amor sempre no ar,
Dance quando ele finalmente se assentar.

A dança é o melhor molejo anestésico e esclarecedor
de nossas emoções.
Dance, pois a dança vem do coração,

Dance com ou sem razão,
dançar é amar, e o amor é unica razão
que faz sentido.
J.Mendes.




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